quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

The Walkind Dead: caminhos trilhados (v.2) (Robert Kirkman)



           Com a morte de Shane, o grupo decide mudar o local do acampamento. Na estrada, encontram Tyreese, sua filha Julia e o namorado dela, Chris. Aos poucos Rick e Tyreese vão firmando uma parceria na tarefa de proteger os demais e encontrarem um local "seguro" para se estabelecerem. E esse local se torna algo cada vez mais urgente, principalmente diante da revelação feita por Lori a Rick, de que estaria grávida.
            A comitiva segue e encontra um condomínio de luxo chamado Whiltshire States. Mesmo estando infestado de mortos-vivos, o grupo consegue limpar uma das casas para que possam ao menos passar a noite longe do frio e da neve. Era o melhor que haviam conseguido e, talvez, até pudessem permanecer ali por um prazo maior. No dia seguinte Rick lidera o grupo para fazerem um reconhecimento pela área. A mensagem "TODOS MORTOS. NÃO ENTRE." em um muro anuncia a tragédia iminente. Donna é atacada por um errante, lançando seu marido Allen em uma depressão profunda e instalando o pânico. Repentinamente uma turba de zumbis parte em direção ao grupo, obrigando-os a fugirem para manterem suas vidas a salvo.
            Na estrada, o grupo faz uma parada para caçar algo para comer. Ao adentrarem uma floresta, Carl é atingido por um tiro disparado por Otis, um fazendeiro que pensara ser um errante. Rick perde a cabeça e ameaça matar o homem, mas cede frente as súplicas de Tyreese, já que o menino ainda apresentava sinais vitais. Com isso, Rick leva seu filho até a casa do homem que atirou enquanto Tyreese corre para avisar ao grupo. Na fazenda, Hershel Greene, que é veterinário e dono do local, consegue retirar a bala, dando esperanças ao grupo de que Carl poderia sobreviver. Hershel apresenta sua família: suas filhas Lacey, Maggie, Rachel e Susie e seus filhos Arnold e Billy, bem como o vizinho Otis com sua namorada Patrícia. Durante a espera para que Carl saia do coma, Dale tem uma conversa com Lori e lhe recomenda que não revele a Rick que o bebê pode ser de Shane, a fim de não descontrolar o líder do grupo. Por outro lado, Allen está cada vez mais inconformado com a perda da esposa e sente uma tristeza profunda. O mesmo não acontece entre Gleen e Maggie, que se sentem cada vez mais atraídos um pelo outro e fazem sexo. Tyresse repreende a filha e o namorado dela, para que não se aproveitem da situação caótica e controlem seus desejos. Esse comentário gera insatisfação entre os dois.
            Mesmo despertando, Carl precisaria de cuidados, o que faz Hershel aceitar o grupo durante a recuperação do menino. Contudo, uma revelação traz preocupação a Rick: o celeiro estaria cheio de mortos. Hershel acreditava que haveria cura para aquele mal e desejava ter o filho Shawn de volta. Contudo, enquanto levava mais um errante para o celeiro, seus filhos Lacey e Arnold são atacados pelo próprio Shawn. Com isso, Rick e seu grupo exterminam todos os mortos que saem do celeiro, eliminando de vez aquele risco.
            Rick propõe a Hershel um acordo para que seu grupo permaneça na fazenda. Todavia, o episódio do celeiro e outros desentendimentos aumentam a insatisfação do fazendeiro. Então Rick decide sair da fazenda com seu grupo, à procura de um novo lugar para se instalarem. Todos partem, exceto Gleen, que prefere ficar junto com Maggie, mesmo diante do desagrado de Hershel. Parecia ser mais uma jornada sem destino. Porém, no caminho havia uma prisão que, mesmo infestada de zumbis, parecia ser uma excelente fortaleza para se protegerem.


REFERÊNCIA LITERÁRIA

Título:       Walking Dead, The
Subtítulo:  caminhos trilhados
Autoria:     Robert Kirkman / Charlie Adlard
Editora:     HQM Editora
Ano:          2006
Local:        São Paulo
Edição:     
Série:        Mortos-vivos, Os - Volume II
Gênero:     Zumbi | Suspense | História em quadrinhos

Confira o trailer da 2ª temporada da série lançada em 2011: 

 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Tempo de Transcendência (Leonardo Boff)


            A dinâmica acelerada dos tempos modernos induz o ser humano a certa acomodação, no sentido de se adaptar à rede de fazeres que constituem seu viver e não mais conseguir rompê-la. Consequentemente, a ditadura do "fazer" oculta sua necessidade intrínseca em "ser" e, principalmente, uma condição fundamental que molda sua natureza: a transcendência.
            Essencialmente, o ser humano é um ser de protest-ação, ou seja, jamais está plenamente satisfeito porque se sente sempre maior. Ele também é um ser de ex-istência, ou seja, molda-se sempre para fora, conforme sua liberdade. Em virtude disso, existencialmente o ser humano nunca é um projeto acabado, mas está sempre em construção, em uma perfeita antropogênese. Ele é um ser que vive uma imanência, uma vez que a condição de ter nascido no seio de uma família com cultura específica o faz possuir um enraizamento, ao mesmo tempo em que é um ser transcendente, ou seja, seus desejos, pensamentos e emoções o movem a ir sempre mais além, tornando-o um ser de abertura. Essa transcendência o faz exercer uma de suas mais belas virtudes: a capacidade de romper limites e superar obstáculos.
            Embora o fato de ser uma característica intrínseca e comum a qualquer ser humano, Leonardo Boff destaca algumas situações privilegiadas de completa transcendência: o enamoramento que move ao encontro com o outro; a cultura popular com suas manifestações artísticas; o compartilhamento de experiências no encontro com as pessoas, etc.. Enfim, nossa condição transcendental renuncia em nós ao mecanismo de conformismo do fazer. Somos projetos inacabados e, portanto, infinitos. A necessidade de projetar-se para além de si mesmo é tão importante para nossa existência quanto o ar é para nossas vidas.
            Na contrapartida da transcendência existe a pseudotranscedência. Isso é um mecanismo doentio que faz com que o ser humano se iluda com aquilo que não o enobrece. Os apelos do marketing atual, representado não só através do consumismo e materialismo que a sociedade capitalista prega, mas também pelo marketing religioso cada vez mais negociado com os anseios por respostas das pessoas. Obviamente, o autor assinala que as religiões cumprem um papel importante por se constituírem em um espaço privilegiado em que as pessoas podem buscar a transcendência. Todavia, quando tal dimensão se afasta do verdadeiro sentido do sagrado, cria uma multidão de pessoas enfermas.
            Para Leonardo Boff, o cristianismo possui uma singularidade: contribui de forma significativa para que as pessoas tomem consciência de sua transcendentalidade. Desta forma, a mensagem cristã deve ensinar cada um a "descer ao próprio inferno", ou seja, mergulhar dentro de si mesmo, naquele espaço em que somos completamente sós, mas cujo Deus se faz companhia. A partir desse mergulho, brotará a diafania, ou seja, a emersão de Deus para o mundo. Finalmente, resta conjugar a beleza dessa descoberta para a formação de uma ecologia da cooperação, em que todos os seres aprendem a amar, respeitar e cuidar de nosso habitat comum, não como um meio-ambiente e sim como um ambiente inteiro.


REFERÊNCIA LITERÁRIA
Título:       Tempo de Transcendência
Autoria:     Leonardo Boff
Editora:     Sextante
Ano:          2000
Local:        Rio de Janeiro
Edição:     
Gênero:     Espiritualidade

sábado, 14 de dezembro de 2013

Eu acredito! Atlético Campeão da Libertadores 2013 (Rádio Itatiaia - org.)


            Em 2013 o futebol sul-americano viu surgir um fato até então considerado improvável por muitos: a conquista da Copa Libertadores da América pelo Clube Atlético Mineiro. O título redentor veio após um longo jejum de 42 anos sem a conquista de um título de expressão, marcados por partidas heroicas, mas também sofridas e injustas. A garra dos jogadores, alguns deles desacreditados pelo futebol nacional, novamente fez explodir o grito de um time campeão.
            Essa obra consiste em um audiolivro composto pela equipe esportiva da Rádio Itatiaia de Minas Gerais, que permite aos torcedores um registro histórico dos momentos mais marcantes da conquista da maior competição sul-americana. Um feito inédito e há muito aguardado por toda a massa atleticana.
            O livro traz a ficha-técnica de todos os jogos, placares, público, renda e outras informações. Traz ainda imagens marcantes de duelos heroicos que ficarão marcados na memória de todo torcedor como momentos gloriosos.
            O CD que acompanha a obra é uma atração à parte. Por ele é possível reviver os momentos vibrantes da caminhada rumo ao título, narrados pelo locutor futebolista Mário Henrique (popularmente conhecido como "Caixa"). Destaque especial para a incrível defesa do pênalti pelo goleiro Víctor na partida de volta das quartas de finais contra o Tijuana do México. Méritos também para o último pênalti cobrado pelo Olímpia do Paraguai, na partida final. Partida essa cuja narração é apresentada na íntegra até os momentos finais que fizeram explodir o grito de "É campeão!".
            A conquista da América trouxe consigo uma responsabilidade ainda maior: conquista o mundo no Mundial de Clubes do Marrocos. Contudo, o júbilo deste título trouxe o orgulho de uma superação que parecia nunca vir para os fanáticos torcedores. Diversas barreiras vencidas: os raçudos times sul-americanos; uma consagrada equipe brasileira tida como favorita; a altitude dos jogos nas montanhas; a descrença de milhares que jamais chegaram a compreender o significado da palavra "glória".
            A obra ressalta ainda outro grande trunfo do CAM: o apoio incondicional de sua torcida em todos os momentos e, especialmente nos jogos realizados no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Uma campanha arrebatadora que rendeu à equipe, pelo menos três grandes méritos: 1º) a melhor campanha da 1ª fase da competição; 2º) invencibilidade total nos jogos em casa; 3º) o recorde de maior renda do futebol nacional, na partida final, no recém-inaugurado Estádio Mineirão. Sob o grito insistente de "Eu acredito!" a massa atleticana empurrou o Atlético rumo à maior conquista de sua história, até então. A porta de entrada para o futuro glorioso de um time imortal, pelos gramados do mundo pra vencer...


REFERÊNCIA LITERÁRIA
Título:       Eu acredito!
Subtítulo:  Atlético: Campeão da Libertadores 2013
Autoria:     Rádio Itatiaia (org.)
Editora:     Panda Books
Ano:          2013
Local:        São Paulo
Edição:     
Gênero:     Esporte | Futebol | Audiobook

 Confira a retrospectiva da campanha do Clube Atlético Mineiro na Libertadores 2013: